Por que criei um canal no YouTube?

Grão-Mestre da Guilda

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Respondendo à pergunta do título: Para despertar os seus poderes e fazer do mundo um lugar melhor. É óbvio.

Mas calma que tem explicação.

Quando eu era pequeno, ganhei da minha mãe um livro mágico. Não figurativamente mágico. Mágico.
É claro que eu já tinha lido outros livros antes, mas nenhum deles foi capaz de fazer o que esse livro fez. Assim que comecei a virar as páginas, fui transportado para outro universo. Conheci os seres que lá habitavam e as regras que regiam aquela realidade. A cada capítulo, parágrafo, palavra que eu lia, meu corpo era tomado por uma sensação única. Especial. Que até hoje não consegui encontrar em nenhum outro lugar, a não ser em livros como aquele.

Como disse antes: mágico.

Lembro-me de, em algum momento, pensar que eu também queria aquele poder. O poder de criar mundos. Viajar no tempo. Forjar civilizações inteiras, raças, línguas e culturas. Tudo isso usando apenas palavras. Sim, aquilo era um poder. Aquilo era magia. Então, como num jogo do destino, uma grande feiticeira disfarçada passou para mim e seus demais alunos uma tarefa incomum: escrever uma história. Foi a oportunidade perfeita. Durante a noite, deixei a mana fluir pelos meus dedos. Criei meu pequeno universo com seus próprios personagens, tramas e segredos. Nada demais para a primeira vez, mas ainda assim especial.

E estava feito.

Nunca vou esquecer como foi contar a minha história para outras pessoas. Eu as fiz sorrir. Enquanto elas ouviam sobre o meu pequeno universo, estavam verdadeiramente felizes. Assim como aquele livro que ganhei da minha mãe mudou a minha vida, eu havia mudado a vida de outras pessoas. Mesmo que por alguns minutos. E aquilo foi incrível! A primeira vez que senti o poder. Mas também a última vez que o usei por um bom tempo. Porque uma força do mal decidiu que, em certo momento da vida estudantil, nós devemos parar de escrever histórias e passar a escrever dissertações: um parágrafo de introdução, dois a três de argumentos e um de conclusão. A coisa mais chata desde a invenção das briófitas.

Aos poucos, minha recém-descoberta magia morreu. Eu não via sentido em escrever um texto argumentativo sobre o envelhecimento populacional do Japão, quando eu poderia escrever sobre um samurai viajante no tempo que precisa caçar 37 espíritos malignos e prendê-los em um vaso de cerâmica para só assim recuperar o direito de viver ao lado de sua amada esposa no paraíso.

Depois de uns anos, passei no vestibular e as dissertações se transformaram em textos técnicos e artigos científicos. Quando comecei a trabalhar, passei a escrever e-mails. Uau! Como alguém passa a vida inteira escrevendo e-mails? Eles são tão chatos quanto dissertações. Com a vantagem de serem menores. Talvez aquele fosse meu destino. Afinal, essa era a vida adulta, não era?

Talvez.

Porque a magia atua de formas misteriosas. Em algum ponto do continuum espaço-tempo, todas as pessoas na Terra se viram obrigadas a ficar em casa. E, nesse ponto, ela voltou. Minha cabeça foi tomada por um monte de ideias malucas que eu tentei ignorar. Mas há coisas neste mundo que não podem ser ignoradas. E ideias poderosas são algumas delas. Então resolvi escrevê-las. Tentei uma, duas, três vezes. Todas começavam, mas não passavam do capítulo 1. Decidi então começar do começo: um texto curto com início, meio e fim. A isso chamamos de conto. Então escrevi o tal conto sobre uma tartaruga voadora e um cara num balão. Tomei coragem e publiquei em uma rede social de escrita. Mostrei para algumas pessoas. Elas gostaram. Eu gostei. E senti novamente a fagulha. Estava lá. Nunca havia ido embora. Só estava… esperando.

Decidi continuar. Não foi fácil no começo, os anos sem prática cobraram seu preço. Mas eu persisti. Criei mundos. Viajei no tempo. Forjei civilizações, raças, línguas e culturas. E, apesar da falta de tato com as palavras, eu escrevi. Pelos deuses, eu escrevi.

Com o tempo, percebi que a magia exigia conhecimento. Então busquei esse conhecimento em livros de grandes sábios criadores de mundos. Percebi também que a arte de contar histórias é uma caminhada contínua que se fortalece com o estudo e com a prática. E que quanto mais pessoas dominam essa arte, mais poderosa é sua força no mundo.

E foi por isso que criei o canal: para compartilhar o que aprendi e ainda aprendo.

Mas não se engane. Não se trata apenas de atalhos e técnicas narrativas. Não é só sobre isso. É sobre muito mais. É sobre mudar vidas. Há no mundo pessoas que têm a habilidade de curar, outras de entreter, algumas moldam pensamentos e poucas podem mudar o rumo de sociedades inteiras. Mas nós somos diferentes. Somos especiais. Nós fazemos tudo isso e mais um pouco. Nós somos contadores de histórias. Escritores. Roteiristas. Quadrinistas. Mangakás. Nós mudamos o mundo com palavras. Com magia! E é por isso que este canal existe. Para despertar a fagulha adormecida dentro da alma de cada um que já sonhou em escrever uma história. Porque é assim que nós fazemos do mundo um lugar melhor. Esse é o nosso poder. A criação não é uma escolha, mas um dever. Um chamado!

E cabe a você respondê-lo.

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